sexta-feira, 18 de julho de 2014

Review Tragic #1 - J.A. Huss

Título: Tragic #1
Série: Rook and Ronin
Autora: J.A. Huss
Avaliação: 1.5/5
Data de Publicação: 15 de Maio de 2013.
** O livro pode ser encontrado aqui.


Depois de ler tantas reviews positivas sobre esse livro, eu pensei “é agora que vou ler algo que vai me surpreender completamente!!!”. 

Deixe-me dizer que, a princípio, eu queria dar nota 1 para esse livro, só estou dando mais 0,5, pois a história foi bem original e ganhou pontos com isso. Fora isso, foi uma leitura extremamente desconfortável, com personagens fracos que não prenderam a minha atenção. Toda oportunidade que eu tinha, eu preferia gastar as minhas vidas no candy crush. 

O livro conta a história da vida trágica de Rook Walsh. Ela estava em um relacionamento abusivo e fugiu de seu namorado quando ele quase a matou. Rook não tinha lugar para ficar, nem família e amigos. Quando ela se deu conta, ela estava em Denver, vivendo em um abrigo e trabalhando com limpeza. Depois de ser demitida, acusada de roubar uma joia, ela está mais perdida do que nunca, até que o destino entra na vida de Rook e a envia para Antoine Chaput, um famoso fotógrafo.

Antoine sente uma paixão fotográfica por Rook e quer que ela seja a sua modelo para a campanha TRAGIC. Afinal, o tema é a cara de Rook. Lá ela conhece Elise, namorada de Antoine, e Ronin, irmão de Elise.

Ronin é o cara que vai tirar fotos com Rook. Pelados.

Esse para mim foi um dos maiores problemas e também a originalidade do livro, uma vez que o estúdio de Antoine trabalha com fotos eróticas. O problema é que eu senti que Antoine, Ronin e Elise eram exploradores de miséria alheia. Eles viram em uma menina linda e desesperada por dinheiro, louca por ser independente, a chance de fazer com que ela aceitasse os termos deles sem nem ao menos explicar para o que ela teria que posar. 

Eles só explicam para ela sobre o estúdio depois de encher a cabecinha dela com possibilidades de ganhar montanhas de dinheiro e fama. Sobre o que vai acontecer durante as fotos só é explicado na hora H. Mesmo no início ela dizendo que nunca tiraria fotos pelada e eles dando a oportunidade dela recusar tirar fotos pelada, na hora H eles fazem com que ela tire a roupa por meio de provocações e estimulações sexuais. O que é completamente antiprofissional, uma vez que esse tipo de decisão deve ser tomada quando a pessoa está pensando direito para não se arrepender depois. 

Logo, eles a exploram completamente!!!!! Tem até uma cena em que ela quase tem um orgasmo diante de várias câmeras. E eles possuem a cara de pau de afirmar que o estúdio não produz material pornô, e sim material erótico de bom gosto. Aff. 

Sobre a relação Ronin e Rook, achei que tudo entre eles rolou muito rápido, nem deu tempo de criar conexão entre os personagens. E Ronin foi quem mais a explorou e abusou das feridas psicológicas de Rook.

Eu achei muito mais real o relacionamento entre Rook e Spencer. Spencer sim foi direto ao ponto com ela, disposto a mostrar desde o início a proposta de trabalho que ele queria oferecer a ela, sem enrolação e fantasias de que ela ganhará montanhas de dinheiro. 

Conclusão: leitura/história desconfortável devido a muita exploração de miséria alheia. 

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